Figuras da Cultura Portuguesa
Lopes de Mendonça
Por Carlos Leone
Lopes de Mendonça (1826-1865) foi um homem do seu tempo, naquele sentido pleno em que moldou esse tempo tanto quanto ele o moldou a si. A sua notoriedade literária chegou cedo e disso mesmo dá conta Memórias, surgido em 1855 mas com uma história crítica que o próprio livro reflete.
Luís Albuquerque
Por Francisco Contente Domingues
Luís Guilherme Mendonça de Albuquerque. Nasceu em Lisboa, em 06.03.1917. Licenciado em Ciências Matemáticas (1939) e em Engenharia Geográfica (1940) pela Universidade de Lisboa. Ingressa no corpo docente da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra em 1941, como assistente do 1.º grupo (Análise e Geometria) da 1.ª secção.
Luís de Freitas Branco
Por Alexandre Delgado
Luís de Freitas Branco (Lisboa 12/10/1890 – Lisboa 27/11/1955) domina o século XX português com a estatura de um colosso, de importância comparável, no domínio da música, a um Fernando Pessoa. Poderosa e multiforme, a sua criação colocou-nos em sintonia com a Europa, em certos casos antecipando-se a ela; veio estabelecer um novo patamar de excelência, tornando-se pedra de toque do reportório português em praticamente todos os domínios.
Manuel Antunes
Por Luís Machado de Abreu
Nascido na Sertã a 3 de novembro de 1918, e falecido em Lisboa a 18 de janeiro de 1985, Manuel Antunes ingressou na Companhia de Jesus em 1936. No Instituto Superior de Filosofia Beato Miguel de Carvalho, em Braga, licenciou-se em Filosofia no ano de 1943. Em 1950, obteve a licenciatura em Teologia na Faculdade de Teologia de Granada (Espanha).
Manuel Viegas Guerreiro
Por João David Pinto Correia
O Prof. Doutor Manuel Viegas Guerreiro nasceu em Querença, concelho de Loulé, em 1 de novembro de 1912. Aprovado no Curso Geral dos Liceus, com dezasseis valores, e no Curso Complementar, com dezassete, veio a licenciar-se, em 1936, em Filologia Clássica, na Faculdade de Letras de Lisboa, com dezasseis valores. Foi aprovado no Exame de Estado para professor do 1º. grupo de disciplinas liceais, com dezasseis valores. Foi professor agregado dos liceus em 1939, professor auxiliar em 1940, e professor efetivo no Liceu de Lamego, em 1940.
Maria Archer
Por Dina Botelho
Maria Emília Archer Eyrolles Baltasar Moreira, na cena literária Maria Archer, nasceu em Lisboa, no dia 4 de janeiro de 1899. Foi a primeira dos seis filhos do casal. Parece ter escrito versos, com frequência, durante a sua infância, mas deles nada resta. Começou, desde cedo, a viajar com os pais. (De 1910 a 1913 Ilha de Moçambique; 1914 Algés e, posteriormente, Sto Amaro; de 1916 a 1918 Guiné - Bolama e Bissau.).
Maria de Lourdes Belchior
Por Maria Idalina Resina Rodrigue
Em algumas das suas últimas intervenções (Doutoramentos Honoris Causa na Universidade do Porto, em 1996, e na Universidade Nova de Lisboa, em 1998), embora com a inevitável modéstia, de si própria esboçou Maria de Lourdes Belchior um retrato em que alunos e colegas sem dificuldade a reconhecem.
Mário Botas
Por Maria João Cantinho
A CORRIDA DE NARCISO
Águas correntes de regatos imensos, que não estão no corpo mas na alma e desaguam sempre noutro rio até chegarem àquele a quem os Antigos chamavam Letes...
Mário Botas
Mário Eloy
Por Helena Vasconcelos
MÁRIO ELOY (1900 – 1951 Mário Eloy de Jesus Pereira), justamente considerado como um dos artistas portugueses mais marcantes do século XX, nasceu a 15 de março de 1900, em Algés, Lisboa. Tanto o pai como o avô eram ourives de profissão e dedicavam-se com paixão ao Teatro amador. Desde muito jovem, Mário demonstrou ser irreverente e inquieto, arvorando uma atitude de contestação precoce. Em 1913, abandonou o Liceu e matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde apenas permaneceu dois anos, insatisfeito com o ensino tradicional que aí se ministrava.
Mário Sottomayor Cardia
Por Carlos Leone
Mário Sottomayor Cardia foi uma das figuras cimeiras do pensamento e ação políticos em Portugal, em particular da Esquerda, nos anos decisivos da transformação de Portugal no atual regime democrático.